sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Editora Revan: Histórias dos pensamentos criminológicos


História dos pensamentos criminológicos
Conheci a obra de Gabriel IGNACIO ANITUA lendo sua tese de doutorado defendida na Espanha (sob a orientação de Munõz Conde), a qual foi publicada sob o título “Justicia Penal Pública: un estudio a partir del principio de publicidad de los juicios penales” (Buenos Aires: Editores del Puerto, 2003); o trabalho é fenomenal  e infelizmente até onde sei ainda não foi traduzido para nossa língua.
Por enquanto,  não penso duas vezes ao recomendar para este final de semana (e os próximos) uma leitura de sua Histórias dos pensamentos criminológicos, publicado pela Revan.

Vai aqui a ficha técnica:


Histórias dos pensamentos criminológicos 
Gabriel Ignácio Anitua 
Coleção Pensamento Criminológico nº15
Co-edição: Instituto Carioca de Criminologia 
Direito    944 páginas    
R$147,00
Formato: 14 x 21 cm   Código: 0394   ISBN/ISSN: 9788571063785

 

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Segundo seu autor, Histórias dos pensamentos criminológicos surgiu da idéia de elaborar uma espécie de manual para estudantes de criminologia. Com a obra à mão, o aprendiz teria ferramentas para identificar as raízes do discurso deste ou daquele professor, e, indo além, destacar os princípios políticos e morais desses mesmos discursos.

O resultado excede o objetivo inicial. Este livro não interessa apenas aos iniciados em criminologia, instiga toda a família de leitores de pensamento crítico. O assunto é por demais complexo e ramifica-se pelos mais variados campos do conhecimento – direito, ciência política, sociologia, história, filosofia, biologia, antropologia, literatura...

É um desfile de autores, opiniões, teorias e investigações acerca da construção do que se pensou ser o crime e, principalmente, o criminoso. São séculos em revista. O marco inicial, a formação do Estado moderno no século XIII. Daí, a criminologia é descrita dentro dos mais diferentes enquadramentos e “ismos” – absolutismo, garantismo, iluminismo, utilitarismo, positivismo, marxismo... Até chegar ao século XX, à teoria da reação social, ao etiquetamento, e, mais recentes, à criminologia crítica e ao atuarialismo.

O autor uniu a abrangência do erudito à perspicácia do bom professor e, nas palavras de E. Raúl Zaffaroni, realizou a “longa-metragem da questão penal”.

Sobre o autor: Gabriel Ignacio Anitua é argentino, da cidade de Buenos Aires. Atualmente é professor de direito penal e criminologia da Universidade de Buenos Aires e secretário da 

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